O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) realizou, nesta terça-feira (8), uma fiscalização na Policlínica Municipal de São João do Cariri e apontou uma série de problemas estruturais e assistenciais que, segundo o órgão, podem comprometer a segurança dos pacientes atendidos na unidade.
De acordo com o CRM-PB, a policlínica não conta com assistência médica 24 horas. Durante a fiscalização, foi constatado que há médico no período noturno somente às segundas e terças-feiras.
O Conselho também identificou a ausência de escala médica publicada e disponível na unidade, além da inexistência de uma sala de estabilização destinada ao atendimento inicial de pacientes em estado grave.
Outro ponto observado foi a indisponibilidade, no momento da fiscalização, do Desfibrilador Externo Automático (DEA). Segundo o CRM-PB, o equipamento havia sido deslocado para utilização em um evento realizado no município.
CRM alerta para risco em situações de urgência
Os pacientes que necessitam de atendimento de maior complexidade são encaminhados para o município de Serra Branca. Apesar da existência de uma unidade de referência na cidade vizinha, o CRM-PB considera necessária a manutenção de uma estrutura mínima em São João do Cariri para garantir o atendimento inicial adequado.

Para o diretor de Fiscalização do CRM-PB, Antônio Henriques, a ausência de profissionais, estrutura e equipamentos pode representar riscos principalmente nos casos de urgência e emergência.
“A falta de cobertura médica contínua, de estrutura adequada e de equipamentos essenciais compromete o atendimento inicial e a segurança dos pacientes, especialmente nas situações de urgência e emergência”, alertou.
O CRM-PB recomendou à gestão municipal a adoção imediata de medidas para regularizar o funcionamento do serviço. Entre as providências apontadas pelo Conselho estão a garantia de assistência médica ininterrupta e a implantação de uma sala de estabilização devidamente equipada para suporte avançado de vida.
Segundo o órgão, o atendimento inicial pode ser decisivo em casos graves. O intervalo entre a chegada do paciente à unidade, a avaliação médica, a estabilização e a transferência para outro serviço pode influenciar diretamente o desfecho clínico.
Ainda conforme o CRM-PB, a ausência de recursos humanos, equipamentos essenciais e ambiente apropriado pode retardar intervenções necessárias e comprometer a segurança e a qualidade da assistência oferecida à população.
Focando Paraíba com informação do CRM-PB